O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra 2025 sob forte desgaste político e econômico. A combinação de *rejeição majoritária, *deterioração fiscal e estatais no vermelho projeta um início de 2026 com ambiente adverso para o Palácio do Planalto.
Levantamento do Paraná Pesquisas indica que 50,9% dos brasileiros desaprovam a gestão. A aprovação, por sua vez, segue abaixo da metade do eleitorado e recuou marginalmente no último levantamento, consolidando um quadro de insatisfação persistente.
Economia pressiona o governo
O desgaste político ocorre em paralelo a indicadores econômicos preocupantes. A dívida bruta do setor público superou 79% do PIB em 2025 e ultrapassou R$ 10 trilhões, patamar inédito. O avanço limita a capacidade de investimento do Estado e amplia a pressão sobre juros e orçamento.
As estatais federais também acumulam prejuízos, com déficits crescentes que caminham para os maiores níveis da série histórica. Analistas apontam ainda que o déficit nominal tende a ser o mais elevado desde o Plano Real, resultado de expansão de gastos sem contrapartidas claras.
Ambiente político e crises
Além da economia, o governo enfrenta um clima político marcado por investigações, conflitos institucionais e repercussões de escândalos antigos e recentes. A percepção de incerteza e de baixa previsibilidade administrativa ganhou espaço entre eleitores e agentes econômicos, dificultando a construção de uma narrativa de recuperação.
Comparações e oposição
Nesse contexto, Jair Bolsonaro mantém força como referência para parcelas do eleitorado que associam seu período a pautas de ordem institucional, segurança e ajuste fiscal. A comparação tem sido usada pela oposição para reforçar críticas ao desempenho atual.
Surge também com mais visibilidade *Flávio Bolsonaro, citado por aliados como nome competitivo para 2026. O senador busca consolidar discurso focado em *responsabilidade fiscal, segurança pública e diálogo com setores produtivos, com o respaldo do ex-presidente.
O recado das pesquisas
A manutenção de mais de 50% de desaprovação indica que o governo não conseguiu converter discurso em percepção de resultados. Com dívida elevada, contas pressionadas e apoio abaixo da maioria, Lula chega a 2026 fragilizado, enquanto a oposição conservadora ganha tração e organiza alternativas para a próxima disputa presidencial.