O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou nesta terça-feira (25) sobre a velocidade do processo movido contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Bolsonaro, o julgamento está avançando a um ritmo sem precedentes, superando até mesmo os casos do Mensalão e da Lava Jato.
“Tentam me eliminar no tapetão”
Bolsonaro afirmou que a motivação do processo é política e não jurídica, e que seu objetivo é impedir que ele chegue às eleições de 2026 como candidato viável.
“Estão com pressa. Muita pressa. O processo contra mim avança a uma velocidade 14 vezes maior que o do Mensalão e pelo menos 10 vezes mais rápida que o de Lula na Lava Jato.”
O ex-presidente destacou que a mídia tem noticiado a intenção do tribunal de julgá-lo rapidamente para evitar sua participação na próxima disputa eleitoral.
“A própria imprensa noticia, abertamente e sem rodeios, que a motivação não é jurídica, mas política: o tribunal tenta evitar que eu seja julgado em 2026, pois querem impedir que eu chegue livre às eleições porque sabem que, numa disputa justa, não há candidato capaz de me vencer.”
Acusações de parcialidade no STF
Bolsonaro também criticou duramente a condução do julgamento, afirmando que o resultado já estaria definido. Ele classificou o processo como “um atentado jurídico à democracia”, alegando que há uma tentativa de tirá-lo das eleições de 2026 por meios judiciais.
“Todos dizem que o processo se encerrará até o final de 2025, mesmo não havendo precedentes para tamanha celeridade em um caso dessa dimensão. E por quê? Porque todos sabem que o que está em curso é, na verdade, um julgamento político, conduzido de forma parcial, enviesada e abertamente injusta por um relator completamente comprometido e suspeito.”
“Porque todos sabem que, com meu nome na disputa, minha vitória e a conquista da maioria no Senado são resultados inescapáveis.”
Comparação com Nicarágua e Venezuela
O ex-presidente afirmou ainda que líderes internacionais estão atentos ao que ocorre no Brasil e comparou sua situação à de países como Nicarágua e Venezuela, onde governos autoritários perseguiram opositores políticos.
“A comunidade internacional acompanha de perto o que está acontecendo no Brasil. Juristas, diplomatas e lideranças políticas já reconhecem o padrão: é o mesmo roteiro que se viu na Nicarágua e na Venezuela. Perseguição seletiva, acusações vagas de ‘extremismo’ ou de ‘ameaça à democracia’ e a tentativa de eliminar a oposição por via judicial.”
“Me enfrentem no voto”
Por fim, Bolsonaro desafiou seus adversários a enfrentá-lo nas urnas, e não por meio de decisões judiciais.
“A ironia é que, quanto mais atropelam regras, prazos e garantias para tentar me eliminar, mais escancarado fica o medo que eles têm das urnas e da vontade do povo. Se realmente acreditassem na democracia que dizem defender, me enfrentariam no voto, não no tapetão.”
O julgamento do ex-presidente no STF continua avançando rapidamente, e o desfecho pode definir se ele poderá ou não disputar as eleições de 2026.
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