Um grupo formado por 48 deputados apresentou, nesta quinta-feira (26), uma representação criminal ao Ministério Público Federal (MPF) contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A iniciativa é liderada pela deputada federal Rosangela Moro (União Brasil-SP).
No documento, os parlamentares solicitam a decretação da prisão preventiva, a inclusão do nome de Lulinha na lista de difusão vermelha da Interpol e a abertura de processo de extradição junto às autoridades da Espanha.
Suposta ligação com investigado
A representação sustenta que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Antunes está preso desde setembro de 2025, sob suspeita de envolvimento em irregularidades na Previdência Social.
Os congressistas também mencionam reportagens que apontam supostos repasses mensais de R$ 300 mil a Lulinha. As alegações, contudo, seguem sob investigação e não há decisão judicial sobre o caso.
Moradia no exterior
Segundo o texto encaminhado ao MPF, Lulinha reside em Madri desde o ano passado. Para os deputados, a permanência no exterior poderia representar risco à aplicação da lei penal, diante da possibilidade de deslocamento para países sem acordo de extradição com o Brasil.
A representação afirma que, diante de novos elementos apresentados no âmbito da CPMI do INSS, a residência fora do país deixaria de ser apenas uma escolha pessoal e passaria a configurar risco concreto de evasão.
Até o momento, não houve manifestação do Ministério Público Federal sobre os pedidos formulados, e qualquer medida dependerá de análise técnica e eventual decisão judicial.