Pesquisa aponta que maioria de evangélicos considerou ofensiva ala em homenagem a Lula no Carnaval

Uma pesquisa do Instituto Ideia indicou que mais de 60% dos evangélicos entrevistados consideraram ofensiva a ala “Família em Conserva”, apresentada pela Acadêmicos de Niterói em desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro.

Segundo o levantamento, 11% avaliaram a apresentação como crítica artística legítima e 9% disseram aceitar a sátira. A maioria dos respondentes, no entanto, classificou o conteúdo como afronta a valores religiosos.

De acordo com os dados, 76% dos evangélicos afirmaram ter tido contato com a polêmica por meio de transmissões, vídeos ou repercussão nas redes sociais. A Frente Parlamentar Evangélica e representantes católicos divulgaram notas públicas criticando o desfile e cobrando explicações.

Reação do governo

O ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, declarou que parte da repercussão negativa nas redes sociais teria sido impulsionada com fins eleitorais. Ele mencionou a possibilidade de levar casos específicos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso sejam identificadas irregularidades.

Críticos da postura do governo questionam a caracterização das manifestações como ação coordenada, defendendo que a reação representa indignação legítima de parte da população.

Impacto político e percepção de polarização

A pesquisa também apontou que 48% dos entrevistados acreditam que o episódio contribui para ampliar a polarização religiosa e política no país. Outros 35% afirmaram que a repercussão teria sido ainda maior caso outra religião tivesse sido alvo da sátira.

No cenário eleitoral, levantamento recente citado no debate indica índice elevado de desaprovação do presidente entre evangélicos, enquanto a aprovação permanece minoritária nesse segmento.

O episódio reacendeu discussões sobre os limites entre liberdade artística e respeito a crenças religiosas, além de seu impacto no ambiente político em ano pré-eleitoral.

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